The 100 e as chances de sobrevivência em uma guerra nuclear

Desde a época da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética viviam em constante competição para ver qual das potências fabricaria a maior arma de destruição em massa, o medo da provável aniquilação da humanidade através de bombas nucleares se tornou real. A tensão entre os países era enorme, e qualquer pequena ação de uma das partes poderia ser tomada como provocação à outra, o que levaria a uma guerra da qual só podemos imaginar o resultado devastador.

Hoje em dia, a diferença não é muito grande. A tensão entre os países pode ser camuflada por relações diplomáticas e acordos de boa-vizinhança, mas estima-se que existam mais de 10 mil armas nucleares em todo o mundo, podendo chegar a até 15 mil, e apenas ¼ deste número seria o suficiente para apagar a América do Norte do mapa.

Vários filmes já retrataram futuros apocalípticos causados por guerras nucleares, e como seria a sobrevivência em tais casos. E no mundo das séries também temos um ótimo exemplo: The 100. Baseada na série de livros escrita por Kass Morgan, a obra retrata um grupo de humanos que sobrevive à guerra nuclear ao fugir para o espaço, mas que 97 anos depois envia 100 pessoas “descartáveis” de volta para a Terra, a fim de descobrir se ela é habitável. E aí, será que sobreviveríamos a uma guerra nuclear?

O primeiro fato a ser exposto é o de que, em uma guerra nuclear, a área atingida diretamente pela bomba seria indubitavelmente destruída. No hipocentro da explosão, surge uma bola de fogo, que mata todos os seres vivos na região, com calor e radiação. Aqueles que sobreviverem ao primeiro impacto, serão carbonizados pelas queimaduras provocadas pela radiação térmica, a qual permanecerá por muitos anos, espalhando-se para ainda mais longe, e afetando o restante das pessoas que estejam próximas do local.

A radiação poderia afetar muitos dos sobreviventes, causando câncer e prejudicando até mesmo futuras gerações. Além disso, uma explosão nuclear também geraria radiação residual, as cinzas que se espalhariam pela terra e dificultariam a vida restante. Mesmo com tudo isso, ainda seria possível garantir a sobrevivência de algumas pessoas? Sim! Mesmo que (ainda) não tenhamos o recurso de enviar pessoas para viver no espaço, há medidas que podem ser tomadas para sobreviver em uma Terra atacada por bombas nucleares.

A localização geográfica seria um fator chave para sobreviventes de uma guerra nuclear. Quanto mais longe estiverem do lugar de explosão, mais chances terão de encontrar um abrigo e assim fugir da radiação. Não se engane ao pensar que a separação dos continentes por oceanos garante que a radiação se isole, pois ela poderá se espalhar através de correntes de ar ou marítimas, atingindo assim, todo o planeta. Isso, claro, levará algum tempo, o que permite que grupos de pessoas mais distantes da explosão tenham chance de sobreviver.

Na série The 100, o grupo de cem pessoas que é mandado para a Terra encontra os chamados “terra-firmes”, sobreviventes da guerra nuclear, que tiveram de se adaptar às

novas condições e criar uma nova forma de viver em um ambiente completamente transformado e prejudicado pela radiação. Eles têm de não somente sobreviver a condições precárias, mas também lutar contra animais modificados pela radiação, que representam outro perigo neste mundo pós-apocalíptico.

A sobrevivência é possível, mas requer foco e muita resistência. Diante de uma explosão de uma bomba nuclear, a prioridade é encontrar o melhor lugar para se abrigar, um local resistente, revestido contra radiação. Como a intenção é permanecer neste abrigo por tempo indeterminado, é necessário conseguir mantimentos e água. Alimentos não-perecíveis são os ideais, principalmente os que contêm carboidratos, para que você tenha mais energia no corpo. Suprimentos médicos e ferramentas também são essenciais para a jornada de sobrevivência.

Grande parte da população certamente será pega de surpresa com um ataque nuclear, mas há muitos que estarão preparados para o desafio. É bom estar atento aos sinais de uma possível guerra ou ataque, ao assistir às notícias e saber como andam as relações entre os países. Com o nível de armamento, principalmente nuclear, das maiores potências do mundo, dar início a uma guerra seria altamente perigoso, pois o descontrole da situação certamente acarretaria em uma destruição global. Para um ataque nuclear ser uma possibilidade mais palpável, as relações entre determinados países teriam de estar bastante sensíveis, algo que seria noticiado, permitindo a preparação para um possível ataque.

Com a iminência de uma guerra nuclear, o ideal é fugir das capitais, pontos comerciais, grandes centros populacionais e centros do governo, pois estes possuem um alto risco de serem atingidos por bombas. Muitos países dispõem de abrigos anti-atômicos em algumas cidades, e se não for possível chegar a esses locais, deve-se ir atrás do local mais resistente e protegido que houver.

Estes são passos iniciais de um processo que continuará por muitos anos. No caso de The 100, 97 anos se passaram desde a guerra nuclear até a chegada dos humanos que fugiram para o espaço de volta à Terra. Neste meio tempo, os sobreviventes também tiveram de lidar com os obstáculos e dificuldades de um mundo pós-apocalíptico, onde a própria humanidade representa um grande perigo.

A série mostra a existência de pessoas que se tornaram canibais, e como os habitantes da Terra se tornaram hostis, prontos para defender seu território a todo custo. É um fato que quando o objetivo é sobreviver, instintos humanos tão bem escondidos pelo costume social vêm à tona, e mostramos como podemos ser perigosos. A própria existência de uma arma como a bomba nuclear demonstra isso, e sobreviver às condições de uma Terra afetada pode ser tão difícil quanto conviver com os humanos de um lugar assim.

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